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Bebês julgam intenções boas e más, afirma estudo

Bebês julgam intenções boas e más, afirma estudo

Crianças de até 3 anos puderam distinguir casos de dano não intencional. Pesquisa é do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária - Sindya Bhanoo Do New York Times.

 

Entender a intenção do outro é uma importante habilidade para advogados, e talvez também para políticos e executivos. Porém, segundo um novo estudo, essa é uma habilidade que até mesmo os bebês dominam.

 

Há tempos se pensava que era apenas numa idade mais avançada, por volta dos 5 ou 6 anos, que as crianças ficavam conscientes das intenções das pessoas - Amrisha Vaish, psicóloga do Instituto Max Planck.

 

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha, relatam que crianças com até 3 anos são menos propensas a ajudar alguém depois que o veem fazendo mal a outra pessoa – neste caso, atores adultos rasgando um desenho ou quebrando um pássaro de argila de outro adulto.

 

O mais intrigante é que as crianças julgaram as intenções das pessoas. Quando alguém tentava fazer mal ao outro, mas não conseguia, as crianças ficavam menos propensas a ajudar aquelas pessoas em outra ocasião.

 

Porém, quando observavam uma pessoa fazer o mal acidentalmente a outro, eles demonstravam mais chances de ajudar aquela pessoa.

 

\"Há tempos se pensava que era apenas numa idade mais avançada, por volta dos 5 ou 6 anos, que as crianças ficavam conscientes das intenções das pessoas\", disse Amrisha Vaish, uma das autoras do estudo e psicóloga do Instituto Max Planck.

 

\"Ajudar somente aqueles que ajudam os outros é, na verdade, uma habilidade bastante sofisticada\".

 

Trata-se de uma forma de cooperação que provavelmente permitiu o surgimento e a manutenção da sociedade humana como ela é hoje, afirmou ela.

 

A pesquisa aparece na revista \"Child Development\".
 
Fonte: G1

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